a segura e tranqüila Campinas dos anos 70 aos atentados
terroristas que chocaram o mundo. De intransigências
ideológicas ao desmoronamento de muros e superpotências.
Evoluiu do assistencialismo de cunho religioso, praticado
por um grupo de voluntários que arrecadava alimentos,
roupas e utensílios e os distribuía entre
as famílias menos favorecidas da região,
todo último domingo de cada mês.
Chegando a atender 120 famílias, ocasião
em que mais de 300 pessoas se aglomeravam em um pequeno
quintal e ouviam palavras de incentivo e de esperança
antes de receberem suas cotas, à promoção
do ser de direitos preconizado no ECA e na LOAS, trabalho
realizado hoje por uma equipe de profissionais capacitados
e comprometidos com a qualidade no atendimento e busca
contínua de capacitação e parcerias.
Vieram a globalização, a Internet . .
.
Enfim, cresceu, se modernizou, passou por transformações
e proporcionou a transformação de tantos.
Hoje, além das turbulências climáticas
causadas pelo fenômeno “el niño”,
que periodicamente se faz notar no hemisfério
sul, outros ventos, ainda mais transformadores, prometem
soprar sobre o nosso país pelos próximos
4 anos.
Eleitores amadurecidos ou desaprovação
popular? Provavelmente ambos. Assim como a Natureza
dá sinais do seu esgotamento quando o homem brinca
de agredi-la, degradando o meio ambiente, poluindo os
mananciais de água, atacando a atmosfera, devastando
as matas, dizimando espécies até o desequilíbrio
natural, a sociedade também dá sinais
quando é agredida com a falta de ética
de uns, com a desonestidade de outros, quando é
assolada por uma enxurrada de escândalos, pelo
abuso dos especuladores, quando se sente abandonada
pelo descaso de tantos, precisando da atenção
de muitos, de todos.
2003 foi o Ano Internacional da Água Potável,
elemento indispensável à vida, como indispensáveis
também são a educação, a
saúde, os direitos do cidadão, o acesso
à cultura, a inclusão, a geração
de renda e o apoio à família na formação
do ser humano.
Os governantes eleitos em 2002 têm muitos desafios
a enfrentar e precisam do apoio de toda a sociedade.
E o povo, que há muito vem enfrentando desafios
para sobreviver, precisa do respeito a que tem direito
e do empenho dos governantes em que se faça reverter
o atual estado crítico em que nosso Brasil se
encontra.
É nosso papel orientar as novas gerações
para que sejam não apenas testemunhas da história,
mas atores dessa transformação que se
anuncia.
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