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Além disso, tinha maneiras distintas, humor jovial,
era bom e obsequioso. Mais tarde fundou em Paris um
instituto semelhante ao de Pestalozzi, tendo como sócio
um de seus tios.
Casou-se em 6/2/1832 com Amélie Boudet. Poucos
anos depois, seu tio perdeu grande soma de dinheiro
no jogo, levando o Instituto a falência. O restante
de dinheiro que coube ao casal foi aplicado no comércio
de um amigo, cuja falência terminou com o dinheiro.
Para superar esta fase ruim o casal lançou-se
ao trabalho, sendo que Denizard encarregou-se da contabilidade
de três casas, e terminando o dia, escrevia a
noite, gramáticas, aritméticas, livros
para estudos pedagógicos traduzia obras inglesas
e alemãs e preparava os cursos de Levy-Alvares.
Organizou também em sua casa cursos gratuitos
de química, física, astronomia e anatomia,
de 1835 a 1840.
Em 1824 publicou, segundo o método Pestalozzi,
o Curso prático e teórico de aritmética.
Em 1828, Plano apresentado para melhoramento da instrução
publica, em 1831, Gramática francesa clássica,
1846 o Manual de exames para obtenção
dos diplomas de capacidade, em 1848 o Catecismo gramatical
da língua francesa.
Finalmente, em 1849, tornou- se professor no Liceu Polimático,
nas cadeiras de Fisiologia, Astronomia, Química
e Física. Depois publicou uma obra, que resumia
seus cursos: Ditados normais dos exames na Municipalidade
e na Sorbone Ditados especiais sobre dificuldades ortográficas.
Essas diversas obras foram adotadas pela Universidade
da França, o que proporcionou ao Denizard um
modesta abastança.
Pode-se ver que seu nome era conhecido e respeitado,
antes que imortalizasse o nome Allan Kardec.
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